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terça-feira, 1 de março de 2011
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Comendador Joaquim Fernandes Ferreira Simões - singela homenagem!
Falar sobre os Lanifícios em Seia e não falar do Comendador Joaquim Fernandes, é como ir a Fátima e não ver a imagem da santa. Por isso mesmo este post é apenas dedicado ao Sr. Comendador!
Fontes:
"Monografia da Cidade e Concelho de Seia" - Padre Dr. J. Quelhas Bigotte (1992, 3ª edição)
Nasceu em Vila Verde, a 12 de Abril de 1915, filho do Sr. Joaquim Fernandes e D. Glória Rita. Passou a residir em Seia (Vodra) a partir do momento em que comprou a Fábrica de lanifícios (Vodratex), em 1939.
Agraciado com a Comenda de Mérito Industrial, em virtude das suas arrojadas iniciativas, Joaquim Fernandes Simões desenvolveu a Fábrica de Vodra e criou a Fisel, a Fercol e a Lorimalhas, estas duas últimas em colaboração com João Pereira Costa.
Quando da crise industrial, após a Revolução de Abril, a Fercol teve de fechar as suas portas, criou a Fábrica Textilana no Parque Industrial de Seia.
Na vila de Seia (era vila) comprou o solar que foi do Dr. Agostinho Viegas e depois de notáveis remodelações, transformou-o numa moderna Estalagem de Seia, que vendeu posteriormente.
Foi Vereador da Câmara Municipal, quando era presidente o Dr. António Melo Sena Mota Veiga, sucedendo-lhe como Presidente do Município em 1961, lugar que desempenhou com notável sentido de progresso até 1973.
Com a colaboração de seus filhos tornou as referidas fábricas de têxteis em unidades fabris dinâmicas e modernas, com cerca de 4.000 operários, havendo contribuído para a riqueza e progresso da região senense duma forma extraordinária.
Teve a seu crédito muitas outras iniciativas e benemerências, entre elas a oferta do terreno para o Centro do Dia, no Bairro de Nª Srª do Rosário.
Para as famílias dos operários mandou construir dois bairros, de 100 casas cada um, na vila de Seia e em Vodra. Bairro da Fisel e Bairro de Vodra, este ultimo foi benzido a 2 de Março de 1969, por D. Policarpo da Costa Vaz, Bispo da Guarda. Nesse dia o Ministro das Corporações, Dr. Gonçalves Proença, concedeu ao Comendador Fernandes Simões e sua Esposa um empréstimo de 10 mil contos (+-50.000 euros) destinados à construção do bairro.
O seu nome, símbolo de inteligência perspicaz e acentuado dinamismo, impõe-se entre os homens daquela época, que mais contribuíram para o bem colectivo desta região, sobretudo para o progresso da cidade de Seia.
Após doença prolongada, perdeu a sua ultima luta, onde o adversário era a morte. Faleceu aos 81 anos em Coimbra a 09 de Dezembro de 1996, pelas 20 horas dessa segunda-feira.
Como disse um dos intervenientes (senense) no doc; "A Vila de Seia, não seria Cidade de Seia sem o Comendador Joaquim Fernandes".
Memória e curiosidade:
Encontrei este post fantástico no blog em cima referido.
Domingo 27 de Julho de 1958.
Jogo entre a equipa de futebol da Vodratex e da Rodrigues & Rodrigues.
Local: campo de futebol 13 de Maio, Vodra.
Resultado: 7-3 a favor da equipa visitante.
Equipa de arbitragem, composta maioritariamente por elementos da Rodrigues & Rodrigues. Nada que não aconteça hoje em dia.
Para as famílias dos operários mandou construir dois bairros, de 100 casas cada um, na vila de Seia e em Vodra. Bairro da Fisel e Bairro de Vodra, este ultimo foi benzido a 2 de Março de 1969, por D. Policarpo da Costa Vaz, Bispo da Guarda. Nesse dia o Ministro das Corporações, Dr. Gonçalves Proença, concedeu ao Comendador Fernandes Simões e sua Esposa um empréstimo de 10 mil contos (+-50.000 euros) destinados à construção do bairro.
O seu nome, símbolo de inteligência perspicaz e acentuado dinamismo, impõe-se entre os homens daquela época, que mais contribuíram para o bem colectivo desta região, sobretudo para o progresso da cidade de Seia.
Após doença prolongada, perdeu a sua ultima luta, onde o adversário era a morte. Faleceu aos 81 anos em Coimbra a 09 de Dezembro de 1996, pelas 20 horas dessa segunda-feira.
Como disse um dos intervenientes (senense) no doc; "A Vila de Seia, não seria Cidade de Seia sem o Comendador Joaquim Fernandes".
Memória e curiosidade:
Encontrei este post fantástico no blog em cima referido.
Domingo 27 de Julho de 1958.
Jogo entre a equipa de futebol da Vodratex e da Rodrigues & Rodrigues.
Local: campo de futebol 13 de Maio, Vodra.
Resultado: 7-3 a favor da equipa visitante.
Equipa de arbitragem, composta maioritariamente por elementos da Rodrigues & Rodrigues. Nada que não aconteça hoje em dia.
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| Ao centro na 1ª e 6ª fotografia de óculos escuros, o Comendador Joaquim Fernandes. |
1. A equipa do R&R, de pé e a partir da esquerda: Alberto Helder, Francisco Nunes, Carlos Santos, Albino Rebelo, Comendadores Augusto Rodrigues e Fernandes Simões, Inácio Rebelo (Treinador-jogador), Fernando Marinho, Armando Miguel, João Rebelo e Domingos Teles. Em baixo, pela mesma ordem: Diamantino Rebelo, Aldino Silva, Amadeu Fernandes, Alfredo Gonçalves, José Bandeira, José Duarte, Julião Correia e Luís Xavier.
2. As três equipas. A de arbitragem era maioritariamente do R&R, o Árbitro, Manuel Gonçalves e um do auxiliares, Albano Ribeiro. Sem comentários...
3. Golo da Vodratex.
4. Um ataque do R&R.
5. O inesquecível e monumental repasto-convívio.
6. A equipa da Vodratex, a mesma ordenação da equipa R&R: Marcelino, Pita, Manuel Gouveia, Comendadores Augusto Rodrigues e Fernandes Simões, Luís Figueiredo, Lisboa, Mota e Eduardo Manta. De joelhos: Carvalho, Janato, Nuno Fernandes, José Ré, Lúcio e José Carlos.
Comentário no FACEBOOK, sobre este post/blog, em particular, sobre a foto da equipa de Vodra. Aqui fica a correcção, feita pela Mariana Aires.
Comentário no FACEBOOK, sobre este post/blog, em particular, sobre a foto da equipa de Vodra. Aqui fica a correcção, feita pela Mariana Aires.
"Boa tarde. parabéns pelo trabalho que está a realizar acerca dos Lanifícios. Foi com particular interesse que visitei o Face de Lanificiosdoc. e qual não foi o meu espanto ao encontrar uma fotografia onde está o meu pai ( José da Silva Aires ). Reparei que a legenda da referida foto não está correcta. Assim, o 2º de pé , do lado esquerdo , é José da Silva Aires e o 4º da linha da frente é Manuel Martins. Tenho a certeza que o meu pai identificaria senão todos, quase todos os outros."
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Senna, Oppidum Sena, Civitatem Senam, Ceia... Seia
Fonte:
A primitiva ocupação humana do local da actual Seia remonta à época pré-romana, quando da fundação de uma povoação pelos Túdulos por volta do século IV a.c., denominada como Senna. Após a Invasão romana da Península Ibérica foi fortificada pelos invasores, quando passou a constituir em um oppidum com o mesmo nome. Foi posteriormente ocupada por Visigodos e por Muçulmanos, este últimos a partir do século VII.
A primitiva ocupação humana do local da actual Seia remonta à época pré-romana, quando da fundação de uma povoação pelos Túdulos por volta do século IV a.c., denominada como Senna. Após a Invasão romana da Península Ibérica foi fortificada pelos invasores, quando passou a constituir em um oppidum com o mesmo nome. Foi posteriormente ocupada por Visigodos e por Muçulmanos, este últimos a partir do século VII.
O rei visigodo Vamba terá fixado os limites da diocese de Egitânia até aos domínios da cidade de Sena.
À época da Reconquista cristã da península Ibérica, a povoação foi definitivamente conquistada aos mouros por Fernando Magno (1055), que determinou edificar (ou reedificar) a sua fortificação. Sobre este episódio, a crónica do monge Silas relata a violência do ataque e como os cristãos colocaram em fuga desordenada os ocupantes da Oppidum Sena, em direcção à Oppidum Visense (atual Viseu).
A importância de Seia é atestada no texto do foral de Talavares, passado por D. Teresa de Leão, condessa de Portugal, onde se refere: "D. Tarasia regnante in Portucale, Colimbria, Viseu et Sena […]" ("D. Teresa, que reina em Portugal, Coimbra, Viseu e Seia (…)")
À época da formação da nacionalidade portuguesa, Bermudo Peres, cunhado de D. Teresa, iniciou uma revolta no Castelo de Seia. Não teve sucesso, uma vez que o infante D. Afonso Henriques (1112-1185), tendo disto tido conhecimento, foi ao encontro dele com as suas forças e expulsou-o do castelo (1131) (Crónica dos Godos, Era de 1169). D. Afonso Henriques, no ano seguinte, fez a doação dos domínios de Seia e seu castelo ao seu valido João Viegas em reconhecimento por serviços prestados (1132). Poucos anos mais tarde, o soberano passou o primeiro foral à povoação em 1136, designando-a por Civitatem Senam. Entre os privilégios então concedidos, destacam-se.
"Eu, infante Afonso Henriques, filho de D. Henrique, aprouve-me por boa paz de fazer este escrito de firmeza e estabilidade que firmo pelos séculos sem fim. A vós, habitantes da cidade de Seia, concedo que tenhais costumes muito melhores do que tivestes até aqui e isto tanto para vós como para os vossos filhos e toda a vossa descendência. E os homens de Seia que pagam jugada que não vão ao fossado nem ao moinho obrigados pelo senhor. E que nenhum venda o seu cavalo ou mula ou asno ou égua ou bens ao senhor da terra sem querer. Se um homem de Seia for mercar, se não for mais de duas vezes, não pague portagem."
Outros forais se seguiram como o de D. Afonso II, em Dezembro de 1217, o de D. Duarte, em Dezembro de 1433, o de D. Afonso V, em Agosto de 1479, e, finalmente, o de D. Manuel I, em 1 de Junho de 1510.
A cidade recebeu novos forais sob os reinados de Afonso II de Portugal (Dezembro de 1217), de Duarte I de Portugal (Dezembro de 1433), de Afonso V de Portugal (Agosto de 1479) e, finalmente, "Foral Novo" de Manuel I de Portugal (1 de Junho de 1510).
Em 1571, sob o reinado de Sebastião I de Portugal, foi fundada a Santa Casa de Misericórdia de Seia.
No contexto da Restauração da independência, em 1640, os moradores de Seia mandaram forjar a espada que D. Mariana de Lencastre, viúva de D. Luís da Silva, 2° alcaide-mor de Seia, entregou aos seus filhos na vigília de sexta-feira para sábado, 12 de Dezembro.
Foi em Seia que se realizou o último comício republicano antes da Implantação da República Portuguesa em 1910. Este comício teve lugar no dia 25 de Setembro e foi presidido por Afonso Costa.
População do concelho de Seia (1801 – 2008) | ||||||||
9 993 | 14 557 | 31 929 | 31 283 | 34 436 | 31 352 | 30 362 | 28 144 | 26 844 |
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
domingo, 30 de janeiro de 2011
Trailler: Seia - Lanificios.Doc (29.01.2011)
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